Aqueles de elevado espírito, calcados na contradição,
insubmissos ao inconsciente, elevados à suprassunção,
negam o ilógico, o tolo, fazendo dele o seu "imoral"
e sentam-se no trono de deus, cientes do bem e do mal.
Então, os não-pat(h)os vagueiam errantes, assim deve ser,
eternos andarilhos buscando algo a pertencer.
Não possuem lugar certo, pois em morada alheia
desejam a vida cientes da morte, e o céu, a morar na terra.
Ocupam o lugar divino, em sua indiferença,
na contradição de não fazer nada,
apresentando assim uma sentença,
ao acaso feita, nova sina anunciada.
Veem demais, de forma a doer os olhos,
em tudo reparam, e tudo absorvem,
algo sempre podem dizer, mas
vivem essencialmente sozinhos.
Indefinidos, entre animais e anjos,
tornam-se inadequados, insujeitos.
Filiam-se assim a um "Saint-Thomas",
a se perder em si, eternos Ulysses.
Seguem a sós um perpétuo luto,
a seguir seu próprio destino,
de não-tolo a vagar errante,
pois em um mundo caduco.