Nas matas verdes, lar dos arco-íris plumados,
Os papagaios, aves sábias da floresta,
Com cores mil, em ricos trajes adornados,
São canoros poetas capazes de consciência.
Seus olhos perspicazes, espertos e ousados,
Revelam um mundo de graça e de festa,
Com voos graciosos, eis os Papagenos,
Nas asas da liberdade, sua riqueza modesta.
Com bicos eloquentes, em línguas inventadas,
Comunicam segredos das selvas encantadas,
Ora alegria, ora tristeza, ora amor profundo.
Ó papagaios, graça plena da floresta,
Em vossa natureza sois poesia e poeta,
Na canção das árvores, no murmúrio do mundo.