Vós que buscais a essência mais além,
Negando as formas vivas desta terra,
Fugindo ao mundo e à luz que ele encerra,
Num frio exílio onde não vive alguém!
Criais a "coisa em si", sombra distante,
Para apagar o fogo da matéria,
Tornando a forma alegre uma miséria,
Deixando a vida sem a cor vibrante!
Que importa a metafísica e a loucura
De um firmamento estéril, onde o Nada
Subtrai da carne a trágica bravura?
A minha lei é báquica e sagrada:
Prefiro o gozo e a dor da terra escura,
A definhar na pálida morada!
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