Quem bebe a taça atroz do pensamento,
E forja no intelecto a sua espada,
Desperta de uma crença subjugada
E assume as rédeas do seu próprio intento.
Quem sonda a causa eterna e o ser profundo,
Rejeita os velhos dogmas da ilusão.
Torna-se soberano da razão,
E afronta as vãs amarras deste mundo.
Pois quem pensa, domina o seu destino;
Rasgando da moral os densos véus,
Despreza o vulgo e todo o desatino!
Mostrando a perigosa paz dos réus,
Afirma o seu arbítrio, já divino,
Rebelde contra as leis e contra os céus!
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