sábado, 9 de maio de 2026

Espaço Sideral e eu

Ao perscrutar o espaço mais profundo,

Em que domina a atroz substância escura,

A invisível matéria da loucura,

Paira, atônito, o ser perante o mundo.


No pálio sideral, pavor fecundo,

Acelera o vazio a noite dura,

Tragando a luz que o astrônomo procura,

Rumo ao nada deprime o ser no fundo.


Ao contemplar da noite o negro abismo,

Onde o vácuo se espalha, atroz deserto,

Treme, de pavoroso e cego cismo;


Pois a matéria escura, em seu mutismo,

Mantém o espaço em expansão, decerto,

Esgotando a razão num cataclismo.

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