me deito em teu leito,
desejando adentrar-te o seio,
de tua forma feminina
num cálido par de pernas,
no hálito quente de fêmea,
que me instiga o ímpeto e a tempestade,
numa candura silente que me faz
querer-te inteira — querer-te mais.
com a força que a natureza anseia
numa cadência secreta de gestos,
olhos nos olhos,
teu cheiro de fêmea
tua boca entreaberta
se atreve a dizer
o que antes não ousava,
com uma voz secreta e íntima,
que só existe no instante
de sutileza e de selvageria,
onde se depura o humano,
para inscrever, no gesto,
os animais angélicos que somos.
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