No torvo giro atroz do mundo histórico,
Padece o humano em jugo econômico,
E a dor se veste em manto quase lógico,
No rito cego e frio, tão sistemático.
A mulher cede ao laço do matrimônio,
Sem lume algum de afeto recíproco,
E entrega a vida ao pacto monótono,
Num leito triste e árido, solícito.
Todos curvam-se ao fardo patológico,
Consomem o dia, mísero e metódico,
Morrem, ao fim, em silêncio melancólico.
No tédio afoga o ser, quase letárgico,
E a fé, que ilude em véu teológico,
Engana — mas consola — o metafísico.
lindo
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