quinta-feira, 16 de abril de 2026

Amálgama em pétala / Cálida diáspora do íntimo

Amálgama em pétala, diáfana,

palpita a lógica mais íntima;

na lâmina cálida e orgânica,

se dobra a forma polissêmica.


É música tântrica, harmônica,

de sílaba lânguida e mística;

amálgama, ânsia melódica,

na carne vívida, enigma.


Sinédoque tácita, múltipla,

mistura de tátil e psíquica;

amálgama ardida, onírica,

desejo em amazônica flora.


E flui nessa cadência rítmica,

fantástica febre simbólica,

a chama lúcida, anímica,

entre a mais mítica glória.


De sílaba tácita, solícita,

na carne líquida e sólida,

pulsa a vertigem bêbada,

em névoa cálcica, hipnótica.


E verte, na chaga simbólica,

a febre lúcida, orgânica,

na cópula íntima, sísmica,

em órbita trêmula que jorra.


Cálida diáspora do íntimo,

efêmera lógica táctil;

no vórtice úmido, instável,

germina a ânsia volúvel.


É súbita dádiva ígnea,

de índole mórbida e frutífera;

na fímbria tênue do êxtase,

lateja a febre do magma.


Parábola dúctil do espírito,

fenômeno físico e onírico,

mistura de sopro e vértice,

em dinâmica álacre, pélvica.


E verte na trama insigne,

a força tônica, sígnica,

em síntese férvida, tirana,

de um gozo denso, abissal.

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