Amálgama em pétala, diáfana,
palpita a lógica mais íntima;
na lâmina cálida e orgânica,
se dobra a forma polissêmica.
É música tântrica, harmônica,
de sílaba lânguida e mística;
amálgama, ânsia melódica,
na carne vívida, enigma.
Sinédoque tácita, múltipla,
mistura de tátil e psíquica;
amálgama ardida, onírica,
desejo em amazônica flora.
E flui nessa cadência rítmica,
fantástica febre simbólica,
a chama lúcida, anímica,
entre a mais mítica glória.
De sílaba tácita, solícita,
na carne líquida e sólida,
pulsa a vertigem bêbada,
em névoa cálcica, hipnótica.
E verte, na chaga simbólica,
a febre lúcida, orgânica,
na cópula íntima, sísmica,
em órbita trêmula que jorra.
Cálida diáspora do íntimo,
efêmera lógica táctil;
no vórtice úmido, instável,
germina a ânsia volúvel.
É súbita dádiva ígnea,
de índole mórbida e frutífera;
na fímbria tênue do êxtase,
lateja a febre do magma.
Parábola dúctil do espírito,
fenômeno físico e onírico,
mistura de sopro e vértice,
em dinâmica álacre, pélvica.
E verte na trama insigne,
a força tônica, sígnica,
em síntese férvida, tirana,
de um gozo denso, abissal.
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