Nas brumas do metal que ao céu se eleva,
Soa um clamor de bronze e eternidade;
É como se a paixão, feita vontade,
Erguesse um templo ardente na alma em treva.
A harpa do abismo, em lânguida cantiga,
Convoca amores trágicos e altivos;
E heróis que, em sonhos míticos e vivos,
Buscam no ardor do sangue antiga liga.
Ali o destino em música se escreve,
E o amor, febril, na morte se consuma;
Funde-se a dor na chama que o dissolve.
Tal qual relâmpago em noturna bruma,
Um beijo eterno o sofrimento envolve,
E a noite em alquimia musical se ouve.
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