O sexo tem na mente um proceder,
Um cheiro, um fogo, uma energia viva,
Que, ao vir, em nostalgia mais altiva,
Faz o pau tão logo se erguer.
E ao pensamento, súbito, conceber
A forma da mulher que lhe cativa,
Já pulsa o sangue, e a mente, em fantasia,
O gesto antigo da vontade de meter.
O corpo dela, ao toque, ora se amansa,
Ora desperta a fera que encarcera,
Mistura estranha de doçura e guerra.
E ao possuí-la: esse desejo impossível!!
É como, entre delírio animal e pura essência,
Tocar, com a força da natureza, o paraiso perdido.
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