Teria a Natureza, em sábio intento,
Concedido aos mortais a luz pensante,
Para que, erguendo o espírito hesitante,
Busquem na razão puro fundamento?
Seria a consciência o instrumento
Com que o mundo se vê, claro e vibrante,
E em nós — reflexo vivo e palpitante —
Se pensa a si no eterno movimento?
Assim, na mente, ardente e peregrina,
Ergue-se a ideia, austera e soberana,
De uma vontade exata e cristalina:
Agir conforme a lei que em nós se irmana,
Servir ao bem comum — meta divina —
E, na razão, cumprir a forma humana.
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