Um sinal vermelho
assombra o mundo
um sinal hot,
um sinal mudo
sinal, sinal, sinal
do novo mundo
tão velho
quanto novo
filho deste tempo,
criança quente
num vermelho
sinal
efervescente
de sangue azul,
sem rubra cor
um vermelho sinal
que não é amor
não é o sangue
dos pobres
não é a rosa
do povo
não é este
que assombra o mundo
mas outro
herdado em fetichismos
de labirintos de influências
de uma dinastia
que traz no nome a cor
e a usa
como escudo
do Mal
para se esconder
no escuro do dissabor
do Capital
o espectro escarlate
do imoral
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