Amigo sogro,
muito te venero,
mas quando é nesse terreno
sou pouco indulgente
com teu velho Flu.
Agradeces o boné
que te dei — é de fé,
foi gesto de boa gente;
mas veja, amigo:
Mas a camisa do Zico
não é mimo pequeno,
nem concessão.
Mas chama olímpica,
que passa em herança,
pra ver se, em plena esperança,
converte um coração.
Amigo antigo,
respeito o teu perigo:
esse pó de grená, quiçá,
que aprende a sofrer.
Mas quis o rubro,
porque te quero bem,
e o vermelho inteiro
pra me fazer crer
na amizade cordial, eu te presenteio
no Flamengo, também de Jorge Ben,
na forma desse rubro manto e boné bordô
de saudoso guerreirinho e grave urubu.
Dei-te o manto sagrado,
mas guardei, lado a lado,
a paixão brasileira do Fla-Flu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário