Escritório que me arranca o tempo inteiro
E a força de viver o que eu queria,
Que rouba, dia a dia, o meu canteiro
Onde o desejo em flor ainda surgia.
Guardo no peito, feito um jardineiro,
O sonho que cultivo e que me guia;
Busco fazer de tudo, honesto e inteiro,
Mas tudo custa mais do que devia.
No fim da tarde, exausto, já vencido,
Vejo o tempo escorrer, pobre e mesquinho:
O sangue foi sugado, consumido,
Por vampiros do preço de um destino,
Nesse ofício sisífico, Ulysses de um dia,
Moderno herói, vai fulminar a monotonia!
Nenhum comentário:
Postar um comentário