Clarão da lua,
que paira como mulher nua
sobre os telhados silenciosos,
desatando em prata os confins da matéria,
desces lenta,
como camisola que despe os ombros da noite
para revelar contornos ainda mais belos
Tuas mãos são frias e luminosas;
tocam-me a fronte
e, sem palavra alguma,
me abençoam
como se teu amado fora.
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