Uma granada lançada ao amanhã,
uma garota deitada sob o divã,
uma palmeira e sua sombra em Itapuã;
tudo diz respeito a um só jeito e coisa.
O mundo quis sujeito e moça num lençol;
sóbrio jaz ao som do jazz, quer mais,
de tudo isso, fisgar-se como num anzol.
como aquilo que explode na manhã, tem mais…
como a fala é linda e tantas vezes vã,
e a sombra lisa e a palmeira áspera,
como se exasperam os gemidos de gozar num arrebol,
pelo qual se espera ansiosamente os corações,
como os sentidos dados, instintivos fados,
como o da palmeira a tapar o sol.
Como a truculência que pinta o céu de sangue e vinho,
se acende o rosto e a fala que se esvai,
como se o mundo fosse apenas um caminho
de granadas e palmeiras a se erguerem para trás. (Guerra e Paz)
E tudo o que se escreve é lume e sombra,
um traço vago, uma espera que não finda,
como se o amor, na carne que se assombra,
fosse o jazz noturno de quem a sós caminha.
As vezes me pergunto se essas agressões ao bom senso são uma paródia bem elaborada ou se você realmente enxerga nisso algo tão profundamente intrínseco à sua alma que deveria realmente ser exposta em verso. É infame, mas as vezes tão repetitivo que eu fico buscando as palavras diante o meu choque e não as encontro.
ResponderExcluir(Guerra e Paz)