tua chegada, garotinha,
foi céu no fim de tarde,
como ave que se aninha
depois da tempestade.
como cavalo a galope em perigo,
me perdera em tua sina,
de mulher e de menina,
de teu namorado e amigo.
tua voz — doce cantiga —
trouxe paz à minha estrada,
como brisa que mitiga
a alma em flor desabrochada.
como a lua a iluminar o mundo
é o nosso amor que se ilumina,
hei de ser pura candura,
teu anjo e teu vampiro.
Como um frenesi, um puro êxtase,
lanço-me perfume ao teu encontro;
hei de estar a tua procura,
teu santo e teu bicho, num mesmo corpo.
e se o tempo testemunho
deste amor que se destina,
hei de ser tua aventura,
teu sossego e teu abrigo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário