O lugar mais triste do mundo, neste momento,
parece ser meu quarto, meu apartamento.
Sinto o peito vazio, e lá fora agora
o vento frio me atravessa e assombra.
Modesto, calo o que em mim se agita,
e o tempo passa em lenta despedida.
Só o silêncio — esse que me habita —
me faz lembrar que ainda estou com vida.
Me sinto triste; neste instante algo acontece,
talvez o amor, cansado, me esquecesse.
Ou quem sabe a esperança, em mim desfeita,
partiu sem se explicar, de alma alheia,
deixando em mim saudade que incendeia
o nada — e o nada em mim se faz candeia.
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