A lascívia é também o desejo e o amor
de unir os corpos, fonte de prazer,
um fogo oculto, vivo em seu calor,
que impele a carne inteira a se render.
No gesto ardente, pulsa o respirar,
e a chama acende em febre o coração;
no toque intenso, o mundo quer parar,
e o tempo curva à força da paixão.
Mas não é só pecado ou vil ardor,
há nele um sopro etéreo, divinal,
que torna em céu o instinto pecador.
E, quando a noite envolve corpo e alma,
nasce da carne um vínculo imortal,
onde o desejo transfigura-se em amor.
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