Cala-te, Sião, teu deus te exaspera,
com sangue de crianças faz fronteira;
tua lei não é lei, mas tragédia e farsa,
teu verbo não é paz, mas morte e erro.
Ergues muralhas sobre o pó sagrado,
escreves salmos no pranto hediondo,
e o templo que eriges não tem altar,
só cinzas, ruínas, gritos horrendos.
Se a terra é prometida, foi traída,
pois jaz sob o peso de vidas perdidas;
não há Messias que venha explicar
o preço da vida que ousas cobrar.
E a voz do Jordão, entre a tragédia e a farsa,
ecoará pelos séculos da partida:
quem semeia o ódio colhe desertos,
quem mata inocentes cava seus ermos.
Teu deus não é divino, não há segredo;
tua lei não tem honra, mas corrupta.
Com sangue de crianças faz tua guerra;
Olha-te, Sião, tua face envergonha.
Sepulcro caiado, caído sobre o muro das lamentações;
Babilônia de bronze, das nações.
Lobo em pele de cordeiro, saqueador do santuário,
profanas o sangue justo com mãos de usura.
Tu que te dizes eleito, mas és Moloque insaciável,
ergues altares de fogo ao pranto das crianças.
Vergonha de Akenáton, falso profeta,
que troca o sol por trevas e idolatria.
Mira-te, Sião, teu deus te exaspera;
tua face envergonha tua diáspora e razão.
Jerusalém corrompida, filha de Jezabel,
tua coroa é cinza, tua glória, abominação.
You're like Israel if it was a person
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