Muitos sóis e luas vão nascer,
Orvalhos nos campos a voar,
Todos nós a viver e morrer,
Ando ainda jovem a reparar.
Tenho muitos anos para chorar,
Um mar inteiro para vencer,
Bebo o gosto amargo do sofrer,
Pois sem destino, sentido e sem lar.
A ambição é vã, melhor colher,
A vida que se desfaz, sem semear,
Até que a voz perdida busque dizer,
Como uma chama ao vento a se apagar.
As folhas do outono voltam dançar,
Cada vez mais longe, a se viver,
Sou como a sombra, sinto sem ver,
Tudo assisto, até minha hora chegar.
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ResponderExcluirSe o intuito é utilizar "arte" como escudo para os seus atos, talvez eu deva sugerir o regresso ao ensino médio; isto é um abuso à língua de Camões. Abuso.
ResponderExcluirSabemos.
Sabemos, e também nos reservamos ao direito de abusar.
Será sufocante.
Será delirante.
Será torturante.
Temos confiança no nosso veneno, não dependemos da sua réplica.
Não queremos que seja breve.
Não queremos que sirva um propósito urgente.
O veneno agirá em ritmo inconcebível, indecifrável.
Irá contagiar o seu entorno.
Irá abalar a sua reputação.
Irá redigir o restante de sua vida.
A dor e agonia manifestara-se nas suas celebrações. Nos seus dias de escritório.
Principalmente nos seus piores dias, pois só haverá de viver em eterno castigo daqui em diante.
Cristina! Eis um truque de mágica, nobre senhora. Iremos fazer uma revelação: criaste um 'duendezinho'! Enter: Babuíno. Ou seria Saladino? Serei Baduíno IV.