Sou um lindo anjo triste que se propaga
como espectro de um azul-neblina.
Ainda que eu abra a cortina,
também tudo lá fora é azul-cinza.
Arco-íris de azul anjo rebelde,
sinto que posso fazer qualquer coisa,
ser e estar em qualquer rotina.
Mas não quero ser só mais um nessa máquina;
Quero também o que a alma anseia,
nas sombras que a vida desdenha,
em sonhos que a realidade prende,
no silêncio que a esperança semeia.
E, nesse intento, perco-me.
Acabo por ser nada, ao ver-me,
com a voz embargada,
um nó na garganta.
É em vão:
sou um anjo triste.
Que, em riste, insiste
em ser margem,
em ser tudo
diante do nada,
em arquear-se
sobre a linha reta,
Em fazer cruzar as paralelas,
no infinito, em um ato,
desvelando a ordem oculta,
onde o ser se enconde exato.
em manifestar o sublime
num mundo néscio.
Vim ao mundo para negá-lo.
Sou um anjo-bicho de Exú.
Três tigres tristes para três pratos de trigo.
ResponderExcluirOH! JE NE SAIS PAS!
Não aguento a solidão
eu e meu violão
com verso livrre
se sobrevive
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this poem was written, not written but in fact CONCEIVED, by the one and only, the brilliant : João Balbino (all rights reserved) (his poems are as dazzling as his face).
A RAW TALENT IN THE MAKING! A BRILLIANT MIND on par with: Paulo Coelho.
THE WORLD IS YOURS, MON CHER COMPAGNON!!