Meu coração: um fuzil papo-amarelo
Quer atirar-se sobre a natureza,
sobre o vasto universo solitário
que paira ao redor do planeta.
Meu coração: uma viola seresteira
quer ser dedilhado por mãos femininas,
que lhe acolhem para se deitar
e esquecer de todo alheio e fora.
Meu coração: uma flor e seus espinhos.
Homem feito, atrevo-me a encarar a vida
a partir do que fizeram de mim,
a partir do que me é possível pensar.
Meu coração: carne que sangra,
demasiado humano no que anseia.
Não sabe nomear o que sente:
ama tudo, inteiro e imensamente.
Nas próximas semanas, meses e anos, iremos testar bastante esse seu coração "demasiado humano".
ResponderExcluirIremos explorar adentro a -espaçosa- cabeça desse jovem boêmio, solitário e do violão. Iremos entender porque a solidão o machuca tanto. Iremos entender o porquê da fixação de compensar o vazio, sempre existente, com atos sórdidos. Foi por isso que você veio ao mundo, certo? Eu vim ao mundo pra fazer troça com a "alma" de sujeitos como você.
Como foi a infância do jovem Joãozinho? Iremos relembrar alguns capítulos, mas utilizaremos da vossa criatividade (pois nos permitimos à poesia, também) para decorar, compor versos diferentes.
Iremos circular. Iremos ventilar. Iremos fazer esse coração sangrar. E sangrar. Muitas e muitas vezes. Talvez seja a primeira vez que sua vida possa ter um propósito, um valor, como bem observado nessa sua "auto análise".
Seja muito grato pelo o que iremos fazer contigo e com a sua mente. Iremos dar um significado muiito especial e com tamanha ternura, que irá causar inveja à sua mãe (ou mães, como você brilhantemente expôs).
E a nossa arte, como tudo que é bom, não tem momento certo. Amanhã, ou ano que vem? E o nosso palco? Onde será? Isso é confidencial. Prometemos, entretanto, um espetáculo. Tragédia? Comédia? Só lhe garanto que jamais esquecerás, meu caro. Jamais.
Crevezs, chiens, si vous n’êtes pas contents!