Montado em sombras, vai por entre os ventos,
de olhar em brasa e peito em firme aço —
não teme o tempo, os muros, nem o cansaço,
pois sabe erguer-se após os desalentos.
É filho oculto de antigos testamentos,
de um povo em dor, de um sonho em cada espaço;
com sua fé, desata o duro laço
dos séculos presos a grilhões e intentos.
Por onde passa, a terra se levanta,
brota da pedra a flor da rebeldia,
nem mesmo a noite cala o som da utopia.
Seu passo faz cintilar a estrela guia:
cavaleiro de luz, alma que brada
contra o silêncio e contra a tirania.
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