quarta-feira, 4 de junho de 2025

No véu do ácido a mente se desata

No véu do ácido a mente se desata,

E o tempo escorre em cores de ilusão.

O mundo, em fractais, se desbarata,

E o eu se perde em pura expansão.


O verbo dança em luzes invisíveis,

A carne flutua, a alma quer sair.

Silêncios cantam coisas inaudíveis,

E um olho interno aprende a reluzir.


É morte tênue em riso delirante,

É parto cósmico no pensamento,

É deus e abismo num só instante.


Mas vem, depois, o frio do cimento —

Quem viu demais retorna vacilante,

Com a alma em chamas e o corpo ao relento.


Nenhum comentário:

Postar um comentário