No passo firme, a estrada se desfaz.
Trazia o rosto ardente sob o pó.
Silêncio em carne, espada feita em paz,
Mistério em flor, mas sem pedir alvó.
No teu olhar, tremia um céu calado,
Com nuvens que não podiam chover.
E o meu amor — tão bruto e encantado —
Queria o teu sem mesmo o conhecer.
Lutavas mais que muitos cabras duros,
Com mãos de fera e alma de ave-mãe.
Mas todo o gesto vinha dos obscuros,
De um mundo além donde o sol se põe.
Diadorim, vereda e travessia,
Me deste a dor, o amor, a poesia.
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