Não mais a rosa viva, mas de plástico:
É a flor que os utopistas elegeram,
Com ideais tão opacos que cegaram
Às entranhas da política, em seu seio.
Julgam a todos com olhar de censura,
Em pétalas dispersas que se dividem,
Em grupos vãos, que a si se recolhem,
Tornando o real avanço mera fantasia.
Na fútil guerra dogmática, nas trincheiras,
A rosa, antes rubra e plena, ora se desfaz,
A revolução torna-se sonho que se adia.
Não há caminho quando a união se esvai,
E no fervor, sem base, se transubstancia,
A natureza da flor numa mentira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário