A Razão, qual rosa, jaz doente,
Em terra estéril, onde ninguém ousa
Contradizer, ou enfrentar a prosa
Da enfermidade do mundo presente.
Envenenada em raiz, sem cura aparente,
Pois o sonho a desdenha, distante e frouxa,
Quer plenas soluções, sem trilha tortuosa,
Num mundo que a proíbe, indiferente.
Talvez com a morte dessa flor utópica,
Compreenda-se que o real se impõe.
Na dura lida que a contradição permite.
Então, quem sabe, em essência intrínseca,
Nasça uma rosa nova, que o sonho inspire,
Quando a Razão se eleve e se cultive.
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