quarta-feira, 28 de maio de 2025

Sião

Sião não é trincheira nem bastião,

Nem se constrói com sangue derramado.

É verbo antigo, sopro revelado,

Promessa acesa em meio à escuridão.


Mas eis que a fé, tomada pela mão,

Foi posta ao jugo, ao lucro conjugado;

E o nome santo, outrora tão sagrado,

Se fez motivo e preço da opressão.


Não são armas o dom que te sustenta,

Nem muros são as bases do teu chão;

O céu rejeita a sombra da baioneta.


Sião será justiça e comunhão,

Enquanto aos povos for a porta aberta,

E não do forte a falsa redenção.

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