Sião não é trincheira nem bastião,
Nem se constrói com sangue derramado.
É verbo antigo, sopro revelado,
Promessa acesa em meio à escuridão.
Mas eis que a fé, tomada pela mão,
Foi posta ao jugo, ao lucro conjugado;
E o nome santo, outrora tão sagrado,
Se fez motivo e preço da opressão.
Não são armas o dom que te sustenta,
Nem muros são as bases do teu chão;
O céu rejeita a sombra da baioneta.
Sião será justiça e comunhão,
Enquanto aos povos for a porta aberta,
E não do forte a falsa redenção.
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