Dentro da noite veloz,
Tudo passa tão devagar:
No suar dos corpos,
No beber dos copos,
No olhar atroz
Que carrega o desejo.
Debaixo desse mesmo luar,
Apaixonam-se, no mundo inteiro.
Celebra-se a vida de tantas formas:
Unem-se os corpos,
Brindam-se os copos.
Sob o mesmo céu noturno,
Infinito.
Diante do mesmo desejo —
Sem fundo.
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