terça-feira, 8 de abril de 2025

No arrepio da noite veloz

Dentro da noite veloz,

Tudo passa tão devagar:

No suar dos corpos,

No beber dos copos,

No olhar atroz

Que carrega o desejo.


Debaixo desse mesmo luar,

Apaixonam-se, no mundo inteiro.

Celebra-se a vida de tantas formas:

Unem-se os corpos,

Brindam-se os copos.


Sob o mesmo céu noturno,

Infinito.

Diante do mesmo desejo —

Sem fundo.

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