Flui o rio sem luta ou memória,
segue o vento sem dono ou razão,
no vão do tempo, a eterna história,
em vão se busca explicação.
O bambu se curva à tempestade,
não quebra, não teme, apenas se inclina.
Na ausência de pressa ou ansiedade,
a paz se esconde na brisa fina.
No peito, um eco — já não me apego,
não forço a rota, não prendo o vão.
Se não governo o mar em que navego,
sigo o curso, sou um só com a imensidão.
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