sexta-feira, 7 de março de 2025

Coração Taoísta

Flui o rio sem luta ou memória,

segue o vento sem dono ou razão,

no vão do tempo, a eterna história,

em vão se busca explicação.


O bambu se curva à tempestade,

não quebra, não teme, apenas se inclina.

Na ausência de pressa ou ansiedade,

a paz se esconde na brisa fina.


No peito, um eco — já não me apego,

não forço a rota, não prendo o vão.

Se não governo o mar em que navego,

sigo o curso, sou um só com a imensidão.

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