sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Vestígio

A noite arrasta a sombra dos meus passos,

E o vento diz teu nome sem querer.

Vagando entre memórias e cansaços,

Eu busco o que já foi sem mais ser.


Os dias passam mudos, tão ausentes,

E em tudo há teu rastro e teu adeus.

No espelho, entre os traços recorrentes,

Ainda tenho a boca marcada por um beijo teu.


E o tempo, esse ladrão de eternidades,

Não apaga a febril recordação,

Nem leva embora as luzes da saudade.


Se volto a reparar a lua em solidão,

Teu cheiro mora ali, na claridade,

E dorme sobre o peito da ilusão.

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