sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

As Lutas Camponesas no Brasil

 Na terra seca, o pranto se espalhava,

No sulco rude, a fome florescia.

O latifúndio, fera que esmagava,

Tomava o pão, roubava a luz do dia.


Mas veio tempo da luz de sol nascente,

No verbo insubmisso de Francisco Julião

Que fez da luta o pão de sua gente,

E deu ao campo nova direção.


Nos olhos do camponês ardia o sonho,

Nos braços calejados, um porvir,

A foice contra o jugo tão medonho.


Por cada palmo, a guerra a resistir,

Pois quando a terra é o fruto do seu dono,

Não há senhor que a possa repartir.

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