Na terra seca, o pranto se espalhava,
No sulco rude, a fome florescia.
O latifúndio, fera que esmagava,
Tomava o pão, roubava a luz do dia.
Mas veio tempo da luz de sol nascente,
No verbo insubmisso de Francisco Julião
Que fez da luta o pão de sua gente,
E deu ao campo nova direção.
Nos olhos do camponês ardia o sonho,
Nos braços calejados, um porvir,
A foice contra o jugo tão medonho.
Por cada palmo, a guerra a resistir,
Pois quando a terra é o fruto do seu dono,
Não há senhor que a possa repartir.
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