Amor tão raro, um prisma inatingível,
Brilhando além do tempo e da razão,
De pedra e luz, encanto indivisível,
Reflexo eterno em límpida ilusão.
Ergue-se altivo, acima dos mortais,
Soberbo e frio, à sombra do desejo,
Tesouro que os avaros querem mais,
Mas que, ao tocar, desfaz-se num lampejo.
Um amor que, como a esperança, sonha,
Tal qual um diamante cuja luz brilha
Com força tamanha.
Amor que, como a fé, ainda pequena,
Tal qual um grão de mostarda,
Move montanhas.
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