sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

À Francesa

Perdão, caros amigos, se me ausento,

Sumindo ao fim da festa sem alarde.

Não é descaso, é só meu sentimento,

Que ao rito de adeus jamais se guarde.


Não tenho o dom formal da despedida,

Prefiro a dança, o passo imprevisível,

Pois tudo o que se vai não é perdida

Mas memória, promessa do intangível.


E quando enfim chegar meu derradeiro

Instante, que me leve a correnteza:

Sem lágrimas, sem véus, sem desespero.


Só um olhar que sonha a sutileza

De um novo encontro, um tempo verdadeiro,

De todos nós com a própria natureza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário