Caminho sozinho pela terra,
Por todos os âmbitos e crenças,
Todos tribunais e sentenças,
No entanto, restringido a nada.
Se a sorte me empurra ou me emperra,
Se há leis que me exigem ofensas,
Não temo suas vãs recompensas,
Pois sou quem se perde e se busca.
E sigo, sem rumo ou medida,
No rastro de um sonho inconstante,
Tateando as sombras da vida.
Como no céu uma estrela perdida.
Mas eis que me vejo, adiante,
Sem chão sob a estrada esquecida,
Calculando os passos a cada instante.
Em busca de sentido que não se encontra.
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