Hoje acordei triste, mal vi o sol nascer,
Amanheci azul, no tom mais melancólico,
A alma pesava, sem querer entender
O que se esconde no véu do simbólico.
Tão sozinho em meio à rotina,
O dia surge como um reflexo mundano,
Na solidão da mente, a dor se inclina,
Em silêncio, perdido entre o som profano.
O tempo corre, mas fico parado,
E o céu se veste de cinza e carmesim,
A alma se perde, num voo entristecido,
À procura de algo que nem sei enfim.
Tão sozinho, perdido nesse espaço,
Onde os sons ecoam, mas nada é ouvido,
A vida, alternância sem nenhum compasso,
E o coração, só, no vazio ressoa.
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