segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Amanheci triste

Hoje acordei triste, mal vi o sol nascer,

Amanheci azul, no tom mais melancólico,

A alma pesava, sem querer entender

O que se esconde no véu do simbólico.

Tão sozinho em meio à rotina,

O dia surge como um reflexo mundano,

Na solidão da mente, a dor se inclina,

Em silêncio, perdido entre o som profano.

O tempo corre, mas fico parado,

E o céu se veste de cinza e carmesim,

A alma se perde, num voo entristecido,

À procura de algo que nem sei enfim.

Tão sozinho, perdido nesse espaço,

Onde os sons ecoam, mas nada é ouvido,

A vida, alternância sem nenhum compasso,

E o coração, só, no vazio ressoa.

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