Um homem novo ergueu-se altivo,
com o rosto firme e o passo audaz,
nas mãos, o fardo de um povo cativo,
no peito, a chama que se apaga jamais.
Não busca glórias, nem ouro, nem trono,
mas o torpor que irmana o querer,
fazendo do amor um gesto tão pleno,
que, ao dar-se ao outro, aprende a viver.
É o filho da luta, o irmão do futuro,
forjado no aço da revolução,
trazendo do sonho um mundo belo,
onde a justiça seja a suprassunção.
Homem novo, semente de um tempo,
brotado na terra que o sangue lavou,
teu fuzil é o verbo, teu ideal, o alento,
de um horizonte que o povo gerou.
És causa justa, livre pólvora e batalhão,
és a marcha que avança contra o sofrer,
um poeta que escreve com o coração
as linhas vermelhas do amanhecer.
No campo, nas fábricas, em cada palma,
ressoa a força do teu querer viver,
fazer do pão mais que sustento,
fazer do homem o seu renascer.
Homem novo, do povo és a face,
ergue bandeiras de humanidade;
não há vitória sem que se objetive
a busca comum da fraternidade.
Quando os impérios, enfim, desabarem,
e as mãos que oprimem forem cortadas,
e a riqueza deixar de ser prioridade,
cedendo espaço ao abraço de um irmão,
Quando a vida comum for mais preciosa
que o brilho frio de um ouro vil,
e o mundo livre, em sua grandeza,
impor a igualdade contra a vida servil,
Então, homem novo, faze o teu momento,
com passo firme, abra esses portais;
acenda para todos, da ciência, os castiçais,
iluminando o caminho para o socialismo.
O novo mundo exige um homem novo,
Logo, em solo fértil, rega a tua paz;
do teu suor, forja o fundamento,
e cria a terra onde não há rivais.
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