segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Homem Novo

Um homem novo ergueu-se altivo,

com o rosto firme e o passo audaz,

nas mãos, o fardo de um povo cativo,

no peito, a chama que se apaga jamais.


Não busca glórias, nem ouro, nem trono,

mas o torpor que irmana o querer,

fazendo do amor um gesto tão pleno,

que, ao dar-se ao outro, aprende a viver.


É o filho da luta, o irmão do futuro,

forjado no aço da revolução,

trazendo do sonho um mundo belo,

onde a justiça seja a suprassunção.


Homem novo, semente de um tempo,

brotado na terra que o sangue lavou,

teu fuzil é o verbo, teu ideal, o alento,

de um horizonte que o povo gerou.


És causa justa, livre pólvora e batalhão,

és a marcha que avança contra o sofrer,

um poeta que escreve com o coração

as linhas vermelhas do amanhecer.


No campo, nas fábricas, em cada palma,

ressoa a força do teu querer viver,

fazer do pão mais que sustento,

fazer do homem o seu renascer.


Homem novo, do povo és a face,

ergue bandeiras de humanidade;

não há vitória sem que se objetive

a busca comum da fraternidade.


Quando os impérios, enfim, desabarem,

e as mãos que oprimem forem cortadas,

e a riqueza deixar de ser prioridade,

cedendo espaço ao abraço de um irmão,


Quando a vida comum for mais preciosa

que o brilho frio de um ouro vil,

e o mundo livre, em sua grandeza,

impor a igualdade contra a vida servil,


Então, homem novo, faze o teu momento,

com passo firme, abra esses portais;

acenda para todos, da ciência, os castiçais,

iluminando o caminho para o socialismo.


O novo mundo exige um homem novo,

Logo, em solo fértil, rega a tua paz;

do teu suor, forja o fundamento,

e cria a terra onde não há rivais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário