terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Crítica da Economia Política

A marcha infinda, a máquina do mundo,

Nos ferros frios molda o vil valor;

No tempo morto, o capital fecundo

Sugando a vida, ergue-se a seu senhor.


O homem vende a força e sua vida,

Constrói riqueza ao preço mais profundo.

De um lado, ouro; do outro, a miséria,

Dual espelho de um destino imundo.


Na troca injusta, a máscara do mundo,

O fetichismo que oculta a exploração,

Mercadoria para acumulação do lucro.

E para tanto ergue-se eterna opressão,


Mas no conflito o sonho mais augusto:

Do proletário romper o seu grilhão.

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