A marcha infinda, a máquina do mundo,
Nos ferros frios molda o vil valor;
No tempo morto, o capital fecundo
Sugando a vida, ergue-se a seu senhor.
O homem vende a força e sua vida,
Constrói riqueza ao preço mais profundo.
De um lado, ouro; do outro, a miséria,
Dual espelho de um destino imundo.
Na troca injusta, a máscara do mundo,
O fetichismo que oculta a exploração,
Mercadoria para acumulação do lucro.
E para tanto ergue-se eterna opressão,
Mas no conflito o sonho mais augusto:
Do proletário romper o seu grilhão.
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