Rebeldes destroem Imagem de Bashar al-Assad, na Síria • Reuters / Reprodução
Na areia deserta, onde ecoa
como grito rouco, a fé ressoa.
Primavera? Flor carmesim,
árabe sangue em chão sem fim.
Os jovens marcham, em esperanças,
para cair sob as mesmas lanças.
Bashar declina; em sua ruína,
no chão que ainda arde a chama.
Do trono cai o velho algoz,
mas quem nos salva olha pra nós
com olhos duros, passo mudo,
um novo espectro, mesmo escudo.
Al-Julani toma o dia,
esconde o ímpeto em ironia.
Liberdade? Já se gasta.
Outro jogo, mesma agenda.
O que está fora, cá reflete,
espelho turvo e mal-olhado.
Tiranos morrem, eis o enredo:
os vícios só trocam de trono.
Quinta coluna e nova forca,
o laço aperta, o ciclo enforca.
Pois nesta roda, a solução,
é nova máscara do mesmo cão.
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