O tempo passa, sutil, mascarado,
No tique-taque que mal percebemos.
Um fio tênue que nós desfazemos,
Enquanto a vida passa acelerada.
Corremos sempre, o olhar desatento,
Atrás de sonhos que nunca alcançamos,
E deixamos pra trás o que amamos,
Perdendo-nos no passar do tempo.
Ah, que tolice é viver de ausências,
Sem reparar no instante que cintila,
Na mão que toca e na voz que chama.
O tempo é breve, mas suas essências
Se tornam vastas, se o coração trilha
O dom de estar entre quem mais se ama.
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