terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Geodésica

        Ponto.  

     Linha que parte,  

  curva que corta o vazio,  

esfera em dança que se reparte,

no centro, silêncio,

sutil,

frio.


 Cada vértice em tensão contida,  

cada aresta a pulsar caminhos,  

como teia em trama bem urdida,

ou galhos que buscam

seus desalinhos.


       Arco.  

     Tenso, côncavo,  

quase uma cúpula do invisível,  

num só desenho, simples e estável,

harmonia que embala o imprevisível.


     O todo gira,  

   plana, inclina,  

     ergue-se em leveza,  

um geóide que à mente fascina,  

 a forma, no caos,  

       é certeza.  


         Ponto.  

     O círculo volta.  

  Não há fim na linha do espaço,  

mas traços que brilham em formas soltas,

curvas perfeitas de

cada

passo.


dados por deuses,

ou pelo acaso?

tenho cede

passo. senão 

me atraso, agora

para o trabalho. 

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