Ponto.
Linha que parte,
curva que corta o vazio,
esfera em dança que se reparte,
no centro, silêncio,
sutil,
frio.
Cada vértice em tensão contida,
cada aresta a pulsar caminhos,
como teia em trama bem urdida,
ou galhos que buscam
seus desalinhos.
Arco.
Tenso, côncavo,
quase uma cúpula do invisível,
num só desenho, simples e estável,
harmonia que embala o imprevisível.
O todo gira,
plana, inclina,
ergue-se em leveza,
um geóide que à mente fascina,
a forma, no caos,
é certeza.
Ponto.
O círculo volta.
Não há fim na linha do espaço,
mas traços que brilham em formas soltas,
curvas perfeitas de
cada
passo.
dados por deuses,
ou pelo acaso?
tenho cede
passo. senão
me atraso, agora
para o trabalho.
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