Não é azul, nem roxo,
não cabe no nome que lhe dão.
É quase,
um entre,
um talvez.
Se estende no céu
como um suspiro do sol que se foi,
e nos olhos do dia que vacila.
Desdobra-se em véus,
um rastro de cor que não quer ser presa,
apenas azul-índigo.
Não se pode dizer índigo.
Dizer é menor que sentir.
É mais como um silêncio que paira,
um olhar que atravessa o instante
e deixa o mundo em suspenso.
Se há beleza,
é porque escapa,
é porque se desfaz no toque,
como o eco do mar nas nuvens.
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