Dormem todos sob o véu do costume,
de olhos fechados, seguem a vida,
não veem o brilho que o mundo resume,
nem ouvem a música que o ar partilha.
Pisam na terra, mas sem percebê-la,
correm no tempo, sem lhe dar valor;
vivem na pressa que cega a janela,
ignorando a vida ao seu redor.
Mas há os poucos, raros, despertos,
que olham o céu com o peito aceso,
veem no vazio os mistérios certos,
e vivem do mundo o puro desejo.
Esses deslumbram-se, sem se cansar,
pois tudo é novo a quem sabe olhar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário