quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Até mais ver, caros amigos

Até mais ver, eu vos deixo agora,

não por desprezo ou cansaço vão,

mas porque a vida exige que se mora

onde o silêncio nutre a percepção.


Parto ao abrigo de um tempo sereno,

em que a palavra ceda ao pensar,

e o eco do mundo, embora pequeno,

me ensine o muito que há por buscar.


Não guardo rancor, tampouco tristeza,

apenas aguardo que o tempo abrigue

em vossas mentes a clara certeza

de que saber é libertar-se da rigidez antiga.


Até mais ver — e que este mais signifique

ver mais além, onde o saber se amplifique.

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