Até mais ver, eu vos deixo agora,
não por desprezo ou cansaço vão,
mas porque a vida exige que se mora
onde o silêncio nutre a percepção.
Parto ao abrigo de um tempo sereno,
em que a palavra ceda ao pensar,
e o eco do mundo, embora pequeno,
me ensine o muito que há por buscar.
Não guardo rancor, tampouco tristeza,
apenas aguardo que o tempo abrigue
em vossas mentes a clara certeza
de que saber é libertar-se da rigidez antiga.
Até mais ver — e que este mais signifique
ver mais além, onde o saber se amplifique.
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