Onde está minha cabeça? Onde mora o coração?
Se não sei para onde ir, sem sentir meus pés no chão.
Na incerteza do destino, descubro só o meu caminho,
preso à própria consciência e pulsões de sonho incerto.
Rumo a qual tesouro, nesse arco-íris vão?
Perguntas que perseguem o filósofo entusiasta,
prestes a pagar o preço de sua tão cara filosofia,
que ao mundo nada vale, nem sequer um tostão.
Mas a filosofia hoje lhe auxilia a viver indiferente
a quase tudo, e a quase todos, como se inexistente,
até o dia em que, ao povo, sua voz se opina,
e, por pensar demais, de maneira irreverente,
termina o filósofo, num ato vil e contundente,
com a cabeça tombada, sob a lâmina da guilhotina.
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