sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Bar do Zabot

No Bar do Zabot, brilham as paixões,

nos olhos dos presentes, traços de alegria;

ali o povo entoa as suas canções,

e todas as vozes se tornam uma.


A mesa é altar de ritos e saudades,

onde a vida se assenta, riso franco;

se erguem brindes por felicidades,

num ritual de amigos, quase santo.


Violões, cantos, batuques de improviso, (não obstante)

desfilam notas de um samba qualquer,

tecendo o tempo em laço delirante.


Ali, o mundo esquece o seu dever,

e eu sinto, enfim, num raro instante,

que a arte salva-nos de um vão viver.

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