No Bar do Zabot, brilham as paixões,
nos olhos dos presentes, traços de alegria;
ali o povo entoa as suas canções,
e todas as vozes se tornam uma.
A mesa é altar de ritos e saudades,
onde a vida se assenta, riso franco;
se erguem brindes por felicidades,
num ritual de amigos, quase santo.
Violões, cantos, batuques de improviso, (não obstante)
desfilam notas de um samba qualquer,
tecendo o tempo em laço delirante.
Ali, o mundo esquece o seu dever,
e eu sinto, enfim, num raro instante,
que a arte salva-nos de um vão viver.
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