segunda-feira, 1 de julho de 2024

Efêmero cotidiano fugaz de um mundo vão, negado pela busca eterna de sentido, que se resolve no efêmero cotidiano fugaz de um mundo vão, negado pela busca eterna de sentido...

Numa noite nublada de inverno, eu caminhava pelas ruas movimentadas e caóticas de São Paulo, perdido em pensamentos que não se encaixavam, como peças de um quebra-cabeça feito para outra mente. A vida parecia-me uma sucessão interminável de instantes efêmeros, um cotidiano fugaz de um mundo vão. Por mais que buscasse sentido em cada passo, em cada rosto que passava por mim, encontrava apenas a negação constante da minha própria existência.

A cidade, em sua agitação noturna, era um espelho das minhas inquietações internas. A cada esquina, era confrontado com a decadência, não só das construções, mas da alma humana. Via nos olhos dos transeuntes uma espécie de resignação silenciosa, uma aceitação quase cínica do absurdo de viver. Sentia-me parte de um cenário construído para um drama incessante, onde cada ato começava exatamente onde o anterior terminava, sem nunca encontrar resolução.

Na Avenida Paulista, encontrei um velho conhecido, um filósofo de espírito quebrantado, que se perdera nas brumas do tempo. Seus olhos, outrora cheios de paixão, agora refletiam o vazio. "A vida é um ciclo, meu amigo", ele murmurou, "um efêmero cotidiano fugaz de um mundo vão, que se dissolve no efêmero cotidiano fugaz de um mundo vão." Suas palavras eram um eco da minha própria angústia, a síntese inevitável de nossa condição.

Passei horas conversando com ele, enquanto a noite caía e as luzes dos prédios lançavam uma aura neon sobre a cidade. Falamos da busca eterna de sentido, de como cada nova esperança parecia apenas negar a anterior, deixando-nos sempre à deriva. Era uma dança constante entre a tese e a antítese, uma luta incessante para encontrar um equilíbrio que nunca chegava. Naquelas horas sombrias, percebi que éramos como personagens de um romance inacabado, cujas vidas eram escritas e reescritas ao acaso.

A noite avançava e os faróis dos carros lançavam uma luz trêmula sobre as calçadas molhadas. Despedi-me do filósofo, mas suas palavras continuaram a ressoar em minha mente. A busca eterna de sentido, a resolução que nunca se concretizava, era o que definia nossa existência. E assim, voltei para meu quarto, sentindo que havia compreendido algo fundamental, embora intangível... e, portanto, negado pela busca eterna de sentido.


Fol. 279 of Codex Parisinus graecus 2327, a copy (made by Theodoros Pelecanos (Pelekanos) of Corfu in Khandak, Iraklio, Crete in 1478) of a lost manuscript of an early medieval tract which was attributed to Synosius (Synesius) of Cyrene (d. 412).

The text of the tract is attributed to Stephanus of Alexandria (7th century).




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