quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Quem éramos

Encontrei direção ao norte,

Para escapar da morte,

E ser então feliz.

Tal foi a minha sorte,

De não temer a morte,

Que da ilusão me desfiz.


Estive a me apaixonar,

Pois, ao amá-la no chão,

Vi o coração transbordar,

E ao precipitar, despedir,

Ponha a mala no chão,

Fique, e não vá, ela diz.


Pensei em viajar, ver o mar,

Sou cantador, canto a dor,

Foi por um triz, por acaso.

Coloque as flores no vaso,

E me faça feliz como te faço.


Escolhi ficar para amar,

E ela também me quis,

Em dedicar a vida ao causo,

O destino será o juiz.


Mesmo assim, desmedido,

O poema narra a trama,

De um amor entre distraídos,

Que se achou depois na cama.


Sentimento que nos acompanhava,

De alguma forma próximo,

E mesmo assim não sabíamos,

Até que enfim, um dia.


O amor descobrimos,

Ao nos despir da roupa,

E encontrarmos então:

Quem éramos.


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