Quero ver o que há debaixo
do vestido dessa moça.
Ela me tira do sério,
já sendo uma senhora.
Como me arrasta o olhar,
um rabo de saia!
Eu não posso acabar
assim com essa tara.
Como arde essa pulsão,
tão óbvia e súbita, de jovem,
embriaguez de perder a noção
no brilho da mulher, tal qual clarão.
Esse desejo agudo de viver
faz invejar os deuses pela sede
de beber do próprio querer
e se extasiar do desejo sem fim.
De querer mergulhar no corpo,
de sentir o gosto da mulher.
Eis a lei e a ordem, o jugo,
para se obedecer com gosto.
Ponto alto da idade de moço,
desejo que me aquece os olhos,
morada do corpo inquieto
que só encontra paz no alvoroço.
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